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by Carlos Lindenberg 18 de janeiro de 2019

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Jornalista da Band Minas, Metro-BH, Radio Itatiaia, Revista Exclusive, autor do livro Quase História – Bastidores da Política Mineira, presidente do Centro de Cronistas Políticos de Minas Gerais.

Carlos Lindenberg foi do Estado de Minas, VEJA, O Globo, Rede Globo, Hoje em Dia e além de Quase História, participou da coletânea que traçou o perfil do governador Hélio Garcia.

P U B L I C I D A D E

    Minas Gerais

    Municípios com ganho no PIB têm economia ancorada em commodities. Minas Gerais ficou entre os estados com maiores quedas de participação os municípios

    by Lena Alves 13 de dezembro de 2019
    written by Lena Alves

    A pesquisa Produto Interno Bruto dos Municípios 2017 divulgada nesta sexta-feira (13), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), verificou com base em dados estruturais ancoragem em commodities.

    De 2016 para 2017 os maiores recortes em que se observa as grandes diferenças de participação ou posição relativa, segundo os dados vêm de municípios ou regiões em que a economia está muito ancorada em produtos agrícolas e minerais comercializados no mercado internacional.

    Já em Parauapebas, a extração de minério de ferro explicou o aumento em valor do PIB. Em Ribeirão Preto, o ganho se deveu às indústrias de transformação e ao comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, enquanto em Goiana resultou da expansão da produção da indústria automobilística.

    Em contrapartida, apresentaram as maiores quedas de participação os municípios de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), São José dos Campos (SP), Belo Horizonte (MG) e Betim (MG).

    A pesquisa revela, ainda, que Curral Novo do Piauí (PI) foi o município que mostrou o maior avanço entre os anos de 2016 e 2017 (evoluiu +3.400 posições), influenciado pela indústria de geração eólica. O maior recuo (-2.208 posições) ocorreu em Morro da Garça (MG), devido à redução na atividade de extração vegetal (silvicultura).

    A análise do período compreendido entre 2002 e 2017 reforça que os grandes municípios (São Paulo e Rio de Janeiro) vêm perdendo participação e os menores, ganhando. “Eles vêm aumentando o PIB (Produto Interno Bruto – soma das riquezas do país), mas ganham bem menos participação que os demais municípios. A gente percebe um esvaziamento mais econômico”, indicou Alessandra Poça. São Paulo perdeu 2,1 pontos percentuais de participação na economia nacional, devido à redução relativa de atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados; já a capital do Rio de Janeiro teve perda de 1,2 ponto percentual porque seu peso na indústria nacional foi reduzido.

    O maior ganho de participação no período foi encontrado em Osasco (SP), com aumento de 0,3 ponto percentual, em função principalmente das atividades de serviços, notadamente no comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas e em atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados.

    Perfil econômico
    A pesquisa do IBGE constatou que as principais atividades econômicas em 2017, em 2.741 municípios, correspondentes a 49,2% dos municípios brasileiros, foram administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social, que ultrapassaram 90% nos estados do Acre, de Roraima, do Amapá, Piauí, da Paraíba e do Distrito Federal. Essa atividade engloba os serviços governamentais, mas não entra recebimento de pensões ou aposentadorias, ou seja, os serviços prestados de fato pelo governo.

    Por outro lado, no estado de São Paulo, somente 9,3% dos municípios apresentaram essa característica.

    Excluindo administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social, o grupo de demais serviços foi a principal atividade de 3.740 municípios em 2017, seguido da agricultura, com 910 cidades. Comparativamente a 2002, observa-se redução do número de municípios que tem como atividade principal agricultura ou pecuária. Por outro lado, subiu o número de municípios com maior pesos dos demais serviços.

    Na agropecuária, a pesquisa do IBGE registrou que, em 2017, um quarto do valor adicionado bruto se concentrava em 165 municípios, com destaque para as regiões Sul e Centro-Oeste (96 municípios, ou 58,2% ancorados na produção de soja, algodão herbáceo e arroz em grão).

    A avaliação baseada nas 15 regiões rurais com maior valor adicionado bruto destacou as regiões rurais da capital regional de Passo Fundo/RS e da capital regional de Cascavel/PR, onde a produção agropecuária respondeu por 17,1% e 15%, respectivamente, das duas economias. Por região rural se entende um conjunto de municípios em que um deles é o polo urbano que movimenta a produção, onde se compram insumos e onde está a parte distribuidora dessa produção.

    A agropecuária no Brasil representa cerca de 5% do valor adicionado, que é o valor adicional que adquirem os bens e serviços ao serem transformados durante o processo produtivo.

    A pesquisa evidencia que 14 das 15 regiões rurais com maior valor adicionado bruto tiveram como atividade central a lavoura temporária, basicamente hortifrutigranjeiros voltados para o mercado consumidor doméstico e não para a exportação. Das 15 regiões rurais, os maiores valores adicionados brutos foram encontrados principalmente no Sul e no Sudeste do Brasil, grande parte das quais tendo a soja e a cana-de-açúcar como principais atividades.

    Olhando o valor adicionado e dividindo pela área, vê-se que a região rural da grande metrópole nacional de São Paulo detinha a mais elevada densidade econômica. Em seguida, vinham as regiões rurais das metrópoles nacionais.

    Indústria
    Na parte referente à indústria, a pesquisa do IBGE revela que 20 municípios concentravam um quarto de seu valor adicionado bruto, sinalizando um nível de concentração maior que na agropecuária. A capital paulista manteve a primeira posição, concentrando 4,9% em 2017, contra 8,1% em 2002.

    Com 2,7%, o Rio de Janeiro ocupou a segunda classificação, seguido de Manaus (2,1%), em razão da Zona Franca.
    Em 2017, 13 dos 20 municípios de maior participação estavam na Região Sudeste, sendo oito paulistas. Três municípios ficavam no Sul do país; dois eram da Região Norte; e Nordeste e Centro-Oeste tinham um município cada.

    Serviços
    Excetuando administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social, o estudo do IBGE mostra que três municípios somavam quase um quarto do total da atividade de serviços em 2017, no país. São eles: São Paulo (SP), com 15%; Rio de Janeiro (RJ), com 5,7%; e Brasília (DF), com 3,4%.

    Os 38 municípios com maior participação responderam por metade do total, sendo 19 capitais. Ainda em 2017, 2.036 municípios de menor participação totalizavam 1% desses serviços.

    De acordo com a hierarquia urbana, o total dos serviços foi concentrado nas metrópoles (47,7% do valor nacional. A pesquisa mostra ainda que nas metrópoles, os serviços, excetuando administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social, representavam 50,5% do total brasileiro e 33% da população nacional. Já as grandes concentrações urbanas participaram com 46,5% do total dos serviços de administração pública nacional, com destaque para as concentrações de Brasília/DF, com 10,1% da administração pública nacional, seguida do Rio de Janeiro/RJ (8,8%) e São Paulo/SP (7,7%).

    Por: Lena Alves com Agência Brasil
    Foto: Rogério Dias/Pleno Web

    13 de dezembro de 2019 0 comentário
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