Por Estado de Minas
Pilhas de diagnósticos pendentes somados a doentes e mortos sequer testados para a COVID-19 se acumulam em grande subnotificação em Minas Gerais e reverberam no meio acadêmico e clínico por mascararem a gravidade da doença no estado. Levantamento da reportagem do Estado de Minas sobre dados do Ministério da Saúde (MS) e Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) mostra que o quadro mais grave de internação por doenças pulmonares como a infecção pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2), a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) já afetou expressivamente mais mineiros que em 2019, com 8.099 doentes neste ano contra 1.024 do mesmo período do ano passado, uma alta de 691%. As mortes saltaram de 116 para 1.088, um aumento de 838% durante a pandemia (confira tabela abaixo).
